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Tragédia na Flórida: Cunhada do presidente paraguaio está entre os 99 moradores desaparecidos

Continuam os trabalhos de resgate em busca de sobreviventes do prédio de 12 andares que desabou na madrugada desta quinta-feira (24), em Surfside, nos arredores de Miami.

Segundo as autoridades, 99 pessoas estão desaparecidas. Oficialmente, uma mulher morreu, cerca de dez pessoas ficaram feridas e 35 foram resgatadas.

A torre, com mais de 130 apartamentos à beira-mar, fica a um quarteirão do condomínio onde Ivanka Trump, filha de Donald Trump, mora com o marido Jared Kushner desde que o casal deixou Washington. Ali, viviam moradores fixos e residentes sazonais

Entre os desaparecidos constam a cunhada do presidente do Paraguai, Sophia López Moreira, seu marido e seus três filhos pequenos, segundo confirmação do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai.

Sophia é irmã da mulher do presidente paraguaio Mario Abdo Benítez. A família tinha um apartamento no prédio.

Até o final da tarde, também ainda não havia sido localizado o cirurgião Andres Galfrasconi, famoso na Argentina, e que estava visitando Miami com a família e a filha recém-adotada de 6 anos para tomar as vacinas contra a covid-19.

PROVÁVEIS CAUSAS

As autoridades americanas não sabem o que teria causado o acidente. O prédio foi inaugurado em 1981 e estava passando por reformas no telhado nas últimas semanas.

O prefeito Charles Burkett disse ser improvável que a reforma tenha algo a ver com o desabamento, que ele classificou como “falha catastrófica” do prédio.

“É difícil imaginar como isso poderia ter acontecido. Os edifícios simplesmente não caem”, disse.

O Champlain Towers South foi concluído em 1981, com 136 apartamentos, a maioria pertencente aos seus primeiros proprietários. Alguns foram vendidos por mais de US $ 2 milhões.

A lei da Flórida exige que os edifícios sejam recertificados a cada 40 anos e a torre deveria passar pelo processo este ano.

A Champlain Towers South Association contratou um engenheiro que planejava atualizações “estruturais e elétricas”, mas ainda não havia começado o trabalho, informou o jornal The Miami Herald.

Para especialistas, que estudaram o prédio em 2020, ele era instável e estava afundando desde a década de 1990.

BUSCA DE SOBREVIVENTES  

Centenas de bombeiros continuam vasculhando toneladas de escombros, um trabalho sem hora para terminar.

As equipes estão usando máquinas, cães e tecnologia de som para localizar sobreviventes.

As autoridades trabalham com a possibilidade de que muitas pessoas continuam entre os escombros e outras mais podem estar mortas.

*Simone Galib

 

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