Diversão e Arte

Servidor divide o seu tempo entre o jornalismo e a composição de músicas

Compositor pode ser definido por muitas pessoas como um profissional que escreve músicas, mas para o assessor de comunicação da Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab), Davi Nunes Souza, é muito mais do que isso.

“É ser mágico! É exprimir uma ideia de dentro do eu para fora através de letras, ritmos e melodias, que juntos formam a tão bonita ‘arte’. Essa é a minha definição”, descreve o assessor, que utiliza as horas vagas para compor.

Ele que é natural de Maracaju, começou a compor aos 17 anos, quando se mudou para Campo Grande. “Vim para cursar jornalismo porque sou muito apaixonado pela área. No primeiro ano de curso eu não fazia estágio, só estudava, então comecei a compor. Quando não tinha nenhuma tarefa da universidade ou de casa para fazer, era o momento de colocar a mente para trabalhar nisso.”

De acordo com Davi, o processo da composição varia de profissional para profissional. Com ele não tem um dia da semana ou horário específico para pegar o lápis e escrever uma música. Além disso, ele comenta sobre uma característica que vai na contramão da maioria dos compositores: não usar instrumento musical nesse processo.

“Às vezes, uma situação ou um pensamento vago acontece, sei lá, na hora que paro no semáforo vermelho, que pode virar a letra de uma música depois. Quando acontece isso, assim que chego em casa procuro registrar para não esquecer mais tarde. Eu escrevo a letra e já gravo à capela, pelo celular mesmo, assim tenho tudo escrito e salvo”, revela.

Engana-se quem pensa que a composição se tornou um obstáculo na sua atuação como assessor de comunicação. Pelo contrário. Quando perguntado, Davi foi enfático ao dizer que ser compositor colabora com o seu desempenho na profissão.

“No jornalismo precisamos estar em constante atualização no que diz respeito ao português, isso me ajuda a ter um vocabulário mais amplo e diversificado, o que pode ser muito bem aplicado nas composições. Já do perfil compositor para o jornalista, falo sobre o processo criativo. Como consigo desenvolver sentimentos nesses relacionamentos pessoais intensos presentes em algumas de minhas composições, eu também consigo identificar mais rápido, na hora de uma entrevista, a emoção que aquela pessoa está sentindo; é claro, levo o humano para dentro da matéria respeitando todas as orientações adquiridas na academia”, descreve o assessor.

Com esse resultado positivo entre a sua profissão e a composição, Davi relata que “Penso em conciliar ambas para o resto da vida, pelo menos é a minha intenção. Agora se Deus tiver outros planos na minha vida, serão bem aceitos. Conforme termino a graduação, estou começando a mostrar minhas letras para os cantores da região. A intenção também é escrever sob demanda”.

E para quem tiver interesse nas composições do servidor, ele se considera bem versátil e capaz de atender diferentes públicos. “Procuro ser uma pessoa bem eclética em tudo que eu faço, logo, com música não poderia ser diferente. Escrevo pop, romântico, sertanejo, funk e por aí vai”, finaliza.

Ana Letícia Gaúna, SAD

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